sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

my bondage snapshots #11


my snapshots #32


hoje apetece-me #01


estar no meio de dois corpos.. sentir o sabor quente e húmido dos lábios e bocas envoltos num só beijo longo e impossível.. percorrer de mãos abertas e firmes as curvas que me envolvem num entrelaçar de pele inebriante.. sentir-me o centro de uma fusão sexual intensa que nos devora e se entranha.. dedicar-me ao prazer de ser subtilmente devorado e comandar os movimentos do meu corpo seguindo a luxuria que me percorre as veias.. trocar olhares provocantes que prenunciam o prazer que nos consome os movimentos fluidos.. observar o cenário dantesco ao mesmo tempo que me imponho e penetro adulterando-o como bem nos apetece.. desejo-vos loucamente.. desejo-te nessa tua volúpia única de prazer.. dou-me a vós.. façam de mim o vosso mais visceral e perfeito prazer..

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nothing is wrong if it feels good.


Limites todos nós os temos. Sejam eles causa de repressões sociais ou de educações religiosas, ou simplesmente do percurso que a vida nos teceu e nós fielmente percorremos. Limites sexuais, sociais, amorosos, afectivos, há-os de todas as cores e formatos para todos os gostos e feitios. E será que a liberdade se atinge quando nos livramos desses limites e vamos mais além, ou quando nos apercebemos que eles existem e aprendemos a viver saudavelmente dentro das barreiras que eles impõe em nós? Eu pessoalmente sei que tenho limites, que mais não seja ter medo de alturas em certas situações, e isso é algo que conscientemente eu sei que me impede de viver algo mais naquele preciso momento, ou não, ou não até o dia em que eu dê o passo à frente e o ultrapasse e daí tire prazer, ou não, não sei, mas quero experimentar!! A vida é feita de pequenos momentos que ou os vivemos ou por muito que tenhamos um moleskin onde apontemos todos os pormenores, nunca o vamos conseguir repetir, que mais não seja porque a previsão meteriologica já não é o que era dantes, antes quando víamos aqueles senhoras bem vestidos nos anos 70 e 80 a apontarem com um pequeno varão para a anunciada aproximação de boas abertas. Sim!!! onde andam elas, as boas abertas? Não pretendo comprar nem vender ideia nenhuma a ninguém. Mas sinto, e apetece-me dizer aos meus ouvintes que aqui me leem, que eu gosto de ser livre, que sentir e pensar que é assim que eu vivo a minha vida, aberto ao que ela me pode trazer e recebendo e explorando cada experiência que se descreve à minha frente. Não estou minimamente onde pensava estar à dois meses atrás, e estou muito bem, e não sei onde vou estar daqui a dois meses, mas quero ser livre para poder viver isso em toda a sua simplicidade exuberante!!

O estalar do fogo.


O ambiente quente pela luz das velas acesas espalhadas pela sala, em cima dos moveis, no chão, o calor da lareira a arder inundava o espaço com o cheiro inebriante a madeira queimada.
De fundo Tom Waits cantava baixinho num velho radio posicionado no canto da sala, o que lhe dava a acústica perfeita para tornar todo o espaço ainda mais intimo.
Dois copos de fundo grosso, com whisky velho ainda sendo degostados lentamente à medida que a conversa entre cigarros ia desenvolvendo, com pequenas pausas em que se inspirava e travava o fumo e se trocavam olhares e sorrisos cúmplices.
O ajeitar dos corpos no sofá de tecido espesso dava aso a pequenos toques entre os joelhos ou a ponta dos dedos quando as mãos ajudavam no movimento.
Todos os pequenos pormenores serviam de amplificação para o sentimento de excitação que existia entre os dois. A forma como ela mexia no cabelo quando o ajeitava atrás dos ombros, a expressão facial calma que ele fazia ao colar os lábios ao cigarro de cada vez que o levava à boca, o sorriso aberto dela de cada vez que ele dizia uma coisa parva que a fazia rir, o olhar incisivo e profundo dele que a observava com uma expressão mista de devoção e desejo.
Tudo fazia daquele momento perfeito. Tão perfeito que o tornava intensamente único.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

fingerprints...



i don’t just want your heart,
i want your flesh, your skin and your blood and bones..
your voice, your thoughts, your pulse
…and most of all
your fingerprints everywhere…

my bondage snapshots #09


domingo, 23 de dezembro de 2012

my bondage snapshots #08


Inesperado


Estacionámos num parque de um centro comercial movimentado, 5 minutos antes da hora de fecho. Ela aproximou-se de me mim beijando-me fogosamente sem qualquer aviso e ao mesmo tempo baixou o travão de mão para se poder deitar sobre o meu colo. Entre beijos sôfregos e longos, e mãos que escrupulosamente percorriam os corpos por cima da roupa que se sentia a mais, o desejo era nitidamente explicito e incisivamente fulminante sobre os nossos movimentos e olhares. Cedi e desapertei as minhas calças deixando de fora o meu pénis erecto desejoso do aconchegar daquela boca quente. Após um olhar cúmplice e cheio de certeza ela debruçou-se sobre o meu colo engolindo-me totalmente de uma só vez. O sabor daqueles lábios grossos e quentes que subtilmente envolviam e devoravam a minha carne extensa que a invadia como ela desejava e exigia. Golpe após golpe ela engolia e sugava e eu deixava-me levar soltando gemidos longos acompanhados por movimentos da minha cintura que se elevava inconscientemente levada pelo desejo que eu tinha de lhe foder a boca toda. "Mais molhado, cospe.." Dizia-lhe eu ao mesmo tempo que sentia o friccionar da mão dela que acompanhava as investidas da boca sobre o meu pénis. As minhas mãos soltas sem qualquer controlo, percorriam-lhe o corpo, ora apalpando-lhe o rabo debaixo das calças, ora segurando-lhe no cabelo ao mesmo tempo que a empurrava e puxava acima e baixo impondo-lhe o ritmo que eu queria sentir deliniado pelo prazer que estava a percorrer o meu corpo. "Mais depressa agora.. Não pares.." Ao que ela obedeceu abocanhando-me firmemente de um jeito suave e quente ao mesmo tempo que aumentou o ritmo com que me sugava. Sem ligar as famílias que passavam ao redor do carro, entreguei-me exausto ao prazer que ela magistralmente me proporcionava naquele momento deixando me vir sem restrições ou noção de espaço ou tempo, esporrando-me intensamente dentro daquela boca deliciosa. Sem qualquer reflexo da parte dela sentia-a cravar-me as unhas nas pernas ao mesmo tempo que sugava e engolia todo o sémen depositado dentro dela, deixando-me descontrolado sobre espasmos e gemidos altos, de quem estava completamente sobre o domínio do prazer que estava a receber. O único sabor que me lembro logo a seguir, foi o daquela língua envolta na minha, salgada, num beijo espesso e quente, ainda com a textura do meu sémen. Adoro perder assim o controlo..

sábado, 22 de dezembro de 2012

desejos matinais #31



Fecho os olhos e deixo-me levar pelo sabor do teu corpo montado no meu. O meu sexo erecto desliza livremente dentro do teu à medida que tu cavalgas em cima de mim desenfreadamente. Louca procuras no meu corpo o âmago do teu intenso prazer. Sem perdão contrais-te fortemente e sinto-te sufocares o meu pénis que aglutinas na vuluptia dos movimentos impares que descreves com as tuas ancas. Saboreio o som ecoante do teu sexo encharcado enquanto balanças o teu corpo firmemente encaixado no meu. Sublimemente observo-te qual escultura grega, de corpo longo esbelto, olhos cerrados, enquanto me sinto bem fundo dentro de ti...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Love for sell!!!


Ir a uma prostituta ou acompanhante, é algo que sempre me deixou a pensar. A minha ideia não é como alguns podem dizer, e com toda a razão, o medo das doenças, o pagar para ter sexo, ou até como alguns dizem de uma forma mais triste, estar com uma mulher que esta regularmente com outros homens.
A mim o que me deixa a pensar é estar numa situação em que o sexo será algo essencialmente planeado ou controlado.
Não quero eu dizer com isto, que não veja o sexo sem sentimentos ou o sexo como algo cru e nú, porque sim, também vejo o sexo assim, como algo que serve para satisfazer o prazer físico apenas e que se enquadra num cenário de totais desconhecidos e sem necessidade de repetição. Então e depois desta ideia, o que é que me continua a fazer confusão na ida sexual a uma acompanhante??
Acho que a única coisa será a previsibilidade que um momento sexual desse tipo tem associado.
Por outro lado, e apredegem-me se quiserem, acho que se se olhasse para o sexo, o corpo de uma mulher ou um homem, como algo que pode simplesmente ser comprado ou alugado por um período de tempo, onde "tudo é possivel", de certeza que haveriam menos relações estragadas, menos pessoas em busca eterna pelo santo grail sexual, muito mais pessoas sexualmente satisfeitas, uma abordagem muito mais natural e honesta em relação ao sexo.
Podem não concordar comigo. Homens e mulheres deste mundo, mas sinceramente sinto à minha volta que há demasiada tensão de uma sexualidade insatisfeita, e que isso não é saudável ao bem estar social e pessoal deste povo que me rodeia. Fui, e fomos a maior parte de nós, criados com uma abordagem fortemente religiosa, que nos remite para padrões sexuais e relacionais sexualmente aceites. E será que hoje em pleno sexo 21 ou 22 (dependendo do fuso horário de cada um de nós), esses padrões ainda estão actuais, ainda nos completam como animais que somos, ainda nos fazem felizes??
Um resto de bom dia para todos vós...

my bondage snapshots #06


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Popper You!!!



Diluo a minha percepção de ti por entre olhos semi-serrados e as minhas mão que fazem o reconhecimento das tuas curvas insinuosas. Viajo pelos fluidos que libertas livremente directo ao ponto que te faz perder a razão. Vibro ao entregar-me ao sabor intenso da tua pele suave e ao odor perfumado que o teu corpo emana do prazer que o percorre em pequenos espasmos fulminantes. Delicio-me ao trincar-te profundamente a carne que sumarenta me satisfaz o palato e deixa em ti cravada momentaneamente a luxuria que despertas em mim.