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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
No boundaries.. No restrictions..
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Nothing is wrong if it feels good.
Limites todos nós os temos. Sejam eles causa de repressões sociais ou de educações religiosas, ou simplesmente do percurso que a vida nos teceu e nós fielmente percorremos. Limites sexuais, sociais, amorosos, afectivos, há-os de todas as cores e formatos para todos os gostos e feitios. E será que a liberdade se atinge quando nos livramos desses limites e vamos mais além, ou quando nos apercebemos que eles existem e aprendemos a viver saudavelmente dentro das barreiras que eles impõe em nós? Eu pessoalmente sei que tenho limites, que mais não seja ter medo de alturas em certas situações, e isso é algo que conscientemente eu sei que me impede de viver algo mais naquele preciso momento, ou não, ou não até o dia em que eu dê o passo à frente e o ultrapasse e daí tire prazer, ou não, não sei, mas quero experimentar!! A vida é feita de pequenos momentos que ou os vivemos ou por muito que tenhamos um moleskin onde apontemos todos os pormenores, nunca o vamos conseguir repetir, que mais não seja porque a previsão meteriologica já não é o que era dantes, antes quando víamos aqueles senhoras bem vestidos nos anos 70 e 80 a apontarem com um pequeno varão para a anunciada aproximação de boas abertas. Sim!!! onde andam elas, as boas abertas? Não pretendo comprar nem vender ideia nenhuma a ninguém. Mas sinto, e apetece-me dizer aos meus ouvintes que aqui me leem, que eu gosto de ser livre, que sentir e pensar que é assim que eu vivo a minha vida, aberto ao que ela me pode trazer e recebendo e explorando cada experiência que se descreve à minha frente. Não estou minimamente onde pensava estar à dois meses atrás, e estou muito bem, e não sei onde vou estar daqui a dois meses, mas quero ser livre para poder viver isso em toda a sua simplicidade exuberante!!
sábado, 15 de dezembro de 2012
Love for sell!!!
Ir a uma prostituta ou acompanhante, é algo que sempre me deixou a pensar. A minha ideia não é como alguns podem dizer, e com toda a razão, o medo das doenças, o pagar para ter sexo, ou até como alguns dizem de uma forma mais triste, estar com uma mulher que esta regularmente com outros homens.
A mim o que me deixa a pensar é estar numa situação em que o sexo será algo essencialmente planeado ou controlado.
Não quero eu dizer com isto, que não veja o sexo sem sentimentos ou o sexo como algo cru e nú, porque sim, também vejo o sexo assim, como algo que serve para satisfazer o prazer físico apenas e que se enquadra num cenário de totais desconhecidos e sem necessidade de repetição. Então e depois desta ideia, o que é que me continua a fazer confusão na ida sexual a uma acompanhante??
Acho que a única coisa será a previsibilidade que um momento sexual desse tipo tem associado.
Por outro lado, e apredegem-me se quiserem, acho que se se olhasse para o sexo, o corpo de uma mulher ou um homem, como algo que pode simplesmente ser comprado ou alugado por um período de tempo, onde "tudo é possivel", de certeza que haveriam menos relações estragadas, menos pessoas em busca eterna pelo santo grail sexual, muito mais pessoas sexualmente satisfeitas, uma abordagem muito mais natural e honesta em relação ao sexo.
Podem não concordar comigo. Homens e mulheres deste mundo, mas sinceramente sinto à minha volta que há demasiada tensão de uma sexualidade insatisfeita, e que isso não é saudável ao bem estar social e pessoal deste povo que me rodeia. Fui, e fomos a maior parte de nós, criados com uma abordagem fortemente religiosa, que nos remite para padrões sexuais e relacionais sexualmente aceites. E será que hoje em pleno sexo 21 ou 22 (dependendo do fuso horário de cada um de nós), esses padrões ainda estão actuais, ainda nos completam como animais que somos, ainda nos fazem felizes??
Um resto de bom dia para todos vós...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Poema em linha reta
Poema em linha reta
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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