quarta-feira, 28 de novembro de 2012
desejos matinais #26
Puxo-te os cabelos
Dirijo a tua boca ao meu sexo
Entro dentro de ti duro
Agarro na tua cabeça
Acompanho-a no movimento que fazes
Enquanto me engoles bem fundo
Mexo as ancas num vai vem
Que acompanha o teu sugar
Fodo-te a boca deslizando
Na saliva que deitas ao me abocanhar
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Consumo-te
encosto-te contra a parede fria
rasgo-te a pouca roupa que te cobre o corpo
trinco-te firmemente os labios carnudos
deslizo em gestos firmes as minhas mãos sobre ti
cospe-me para a mão, ordeno-te
percorro-te a pele nua certificando-me do teu prazer
exploro-te o teu sexo sentindo-te escorrer pelos meus dedos
puxo-te os cabelos entrelaçando-os num gesto abrupto
abro-te as pernas amplamente depositando a minha boca no teu sexo
devoro-o sofregamente saboreando cada gota dos teus sucos
deixo-me encantar pelos teus gemidos altos e intensos que me enlouquecem
apodero-me do teu corpo quente tornando-me senhor da tua luxuria
encaixo-te em mim vibrante da tesão que despertas imediatamente em mim
fodo-te intensamente servindo-me de ti para te dar prazer
entrego-te ao teu ritmo gemendo envolto no teu olhar
sigo o deleite do teu corpo tornando-me parte ti a cada estocada do meu sexo
sinto-te entregue enquanto vibras ao constraires-te pronunciadamente
solto-me e venho-me dentro de ti deixando-nos encharcados na nossa esporra
envoltos no odor do nosso consumo deito-me ao teu lado e fico
a olhar bem fundo nos teus olhos enquanto esboças um sorriso matreiro
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
desejos matinais #25
encaixo a minha anca insinuante na tua que me acolhe com uma velocidade certeira e força fugaz
entro bem devagar dentro de ti que me acolhes bem fundo preenchendo-te completamente com a minha tesão que te invade sem permissão
sinto espalhado viralmente pelo meu corpo quente a certeza do prazer incessante que me proporcionas
envolvo-me liberto no calor dos teus labios carnudos deixando-me ser devorado totalmente por ti
terça-feira, 20 de novembro de 2012
The Night
Chegou a minha casa deslumbrante como sempre a conhecera..
O cabelo louro arranjado, as unhas vermelhas pontiagudas, um vestido que lhe acentuava perfeitamente as curvas deliciosas que eu tão bem conheço, as botas de cano alto que lhe desenhavam as pernas longas que eu me delicio a tocar.
Sem existir direito a comprimentos formais, peguei-a pela cintura num gesto seco e encostei-a contra a parede entregando-me à forma como ela imediatamente me começou a beijar, sôfrega, intensa, louca por me sentir também.
Com ela ao colo encaixada perfeitamente na minha cintura dirigi-me para o quarto.. mas chegando as escadas ela saiu suavemente de cima de mim e sentou-se nos degraus, de braços abertos, e uma perna esticada para mim, desafiando-me a tirar-lhe a roupa mesmo ali.
Bem devagar e sempre a olha-lá bos olhos fui removendo-lhe a roupa toda.. Primeiro as botas, depois as meias, o vestido por fim, deixando-a apenas com as cuecas de fio dental pretas e o soutien largo preto com um padrao requintado desenhado a linha vermelha, que lhe acentava perfeitamente e acentuava aquele peito pequeno de menina.
Encaixei-me novamente nele e pegando-a pela cintura levantei-a no ar e subi as escadas em direcção ao quarto onde a deitei suavemente em cima da cama.
Aquele corpo de pele branca suave, as curvas insinuantes da posição como ela se colocou deitada à minha frente, o cabelo louro espalhado em contraste com o tecido preto dos lençóis, dava-me a mim o quadro perfeito de luxuria a que eu nada mais queria senão entregar-me totalmente e perdurar.
Sem qualquer consciência, mergulhei no prazer de sentir e explorar todas as sensações que nós tão bem conseguimos explorar em conjunto..
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
desejos matinais # 24
desejo o sabor dos teus beijos nos meu lábios que se colam aos teus carnudos e escaldantes
tremolo do prazer que me proporcionas toco-te incisivo no teu sexo que me acolhe húmido
trinco o teu pescoço vincando a tua pele quente e suave que fica humedecida ao acolher os meus lábios
instigo a tua libido forçando o teu corpo nu contra o meu num espaldar que nos envolve os movimentos
descrevo na tua pele com a força das minhas mãos os gestos que transcrevem a fome que tenho de ti
rasgo o silencio com o teu gemer ao entrar dentro de ti duro e incisivo nesse sexo que me acolhe totalmente
rasgo-te de pudor e piedade em fortes golpes de desejo que recebes tremula aos cravares-me a pele
percorro em segundos a tua imagem e entrego-me a ela deliciando-me a cada curva do teu corpo
domingo, 21 de outubro de 2012
observo-te.. desejo-te..
o prazer de uma imagem que me enche a mente de luxuria
devoro sofregamente todo o pormenor que te constrói
fios de cabelo que te descrevem as linhas suaves do rosto
pedaços de tecido nobre cruzados por linhas finas que completam
torneiam-te o corpo numa escultura aprazível e desejável
deixo-me deslumbrar ao observar-te tal ser que transpira sensualidade
entrego-me a tua sexualidade e como animal desejo-te da forma mais crua
respondo aos desejos que crias em mim transcritos numa tesão brutal
de mente e corpo abertos ao teu prazer envolvo-me na tua silhueta
desejo-te insanamente liberto pela luxuria que corre em mim
submissão #02
o teu corpo a deslizar no meu suavemente levando a que o teu sexo quente e húmido se encaixe no meu rijo e erecto que me recebe suavemente enquanto eu deslizo para dentro dele e te preencho totalmente
mando-te contrair para que te sinta de corpo imóvel encaixado no meu anca com anca e os teu músculos vaginais me prendem e estimulam o meu pénis que vibra em pequenos espasmos dentro de ti
de mãos abertas prendo-te o pescoço e aperto-o gentilmente para que te falte o ar em cumplicidade com o corpo que te treme e te faz vibrar num uniquo de sensações vibrantes que nos fazem gemer
delicio-me ao sentir-te escorrer esses sucos quentes e molhados que nos encharcam à medida que nos movemos apenas com o desejo de nos entranhar-mos ainda mais certos de uma partilha perfeita
sábado, 20 de outubro de 2012
desejos matinais #23
Beijo suavemente o teu peito nú de pele quente e suave
Percorro-o lentamente com a minha língua húmida que desliza sobre ti
Descrevo pequenos círculos à volta dos teus mamilos que anunciam a tua tesão ao ficarem rijos
Memoriso a textura da tua pele que se entrega a minha boca expelindo o sabor delicioso
Junto os labios e sugo-te sentindo-te na minha boca a crescer suavemente
Mamilos erectos rijos do prazer que estamos a ter e trinco-os deliciado por essa imagem
Prendo-os com os dentes e puxo-os dedicando-me a saborear-te plenamente
Envolvo-me no aroma que o teu corpo emana e entranho-me na tua pele com beijos e caricias
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
desejos matinais #22
deslumbro-me ao vislumbrar o teu sexo carnudo e liso aberto à minha frente
percorro-o suavemente em toda a sua dimensão com a língua para sentir o teu sabor que me vicia
saboreio a tua textura envolvida pelo calor húmido que a tua pele entregue ao nosso prazer expele
enterro a minha língua profundamente dentro de ti colando os meus lábios aos teus vibrantes
em movimentos soltos mas precisos exploro o teu sexo que me recebe e se envolve em mim
sinto o teu deleite traduzido nos teus sucos que me dão a beber o teu espesso e saboroso prazer
delicio-me a comer-te assim fugazmente desaparecendo de nós a noção de tempo ou lugar
apenas existe o teu corpo como alimento para a minha libido e o teu ventre o local onde a minha tesao vive intensamente
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
submissão #01
Desejo
o teu corpo na forma que ele tem
a tua imaginação em toda a tua amplitude
o teu prazer e todos os poros por onde ele se propaga
a tua vontade que se transforma sem limites na minha
Exijo
a tua total entrega de corpo e mente
a tua submissão à minha vontade, ao meu desejo
a tua obediência a todas as minhas ordens e comandos
Dou-te
o meu prazer
o meu desejo
o meu corpo para teu deleite
terça-feira, 28 de agosto de 2012
desejos matinais #21
Desejo o sabor do teu beijo quente e eterno
O envolver das nossas línguas numa dança louca e fugaz
O sentimento que nos devora as entranhas e se enraíza no nosso âmago mais profundo
Sequioso de ti procuro-te nos nossos momentos clandestinos
Quero-te simplesmente.. E dessa amplitude de te sentir e querer.. Alimento-me para viver
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
re-encontro
"Despe-te completamente.."
Disse-lhe sentado confortavelmente olhando para ela, enquanto ela retirava a camisa branca e a saia preta cintada, e começava a gatinhar de olhos postos em mim em direcção à sofá.
"Sim Senhor.."
Sussurrou, enfiando os polegares nas suas cuecas de renda pretas, fazendo-as deslizar num gesto suava da anca até aos tornozelos, pisando-as à medida que gatinhava, deixando-as no chão, dispersas como o resto da roupa já espalhada pelo chão de madeira do quarto.
Em vez de subir para o sofá, parou cravando os joelhos no chão e começou por me beijar as mãos numa tentativa de me agradar e mostrar a sua submissão.
Parou os beijos ali, e seguiu com a cabeça para a minha virilha, beijando-me suavemente por cima das calças, ao mesmo tempo que afagava com as mãos, disse-me "Espero agradar-lhe Senhor.. Diga-me quais os seus desejos hoje.."
Esboçou um sorriso ao ouvir-me rir suavemente, e disse-lhe "Quero que me dês prazer.. Como tu sabes que eu gosto que tu me dês.."
Agarrei-lhe nos braços pequenos e de pele branca firmemente e puxei-a para mim com a facilidade como um adulto pega numa criança ao colo, e enquanto me levantava elevando o corpo dela no ar, e ela, ao mesmo tempo enrolando na minha cintura as pernas e os braços à volta do meu pescoço ficando perfeitamente encaixados um no outro.
"Portáste-te bem hoje? Fizeste tudo o que eu te ordenei?"
Ela beijando-me o pescoço suavemente, passando com a lingua no lobolo e no exterior do meu ouvido respondeu num tom de voz ofegante "Sim Senhor, fiz tudo. Obedeço-te como a putinha que sou. Mereço a minha recompensa?"
Disse-lhe sentado confortavelmente olhando para ela, enquanto ela retirava a camisa branca e a saia preta cintada, e começava a gatinhar de olhos postos em mim em direcção à sofá.
"Sim Senhor.."
Sussurrou, enfiando os polegares nas suas cuecas de renda pretas, fazendo-as deslizar num gesto suava da anca até aos tornozelos, pisando-as à medida que gatinhava, deixando-as no chão, dispersas como o resto da roupa já espalhada pelo chão de madeira do quarto.
Em vez de subir para o sofá, parou cravando os joelhos no chão e começou por me beijar as mãos numa tentativa de me agradar e mostrar a sua submissão.
Parou os beijos ali, e seguiu com a cabeça para a minha virilha, beijando-me suavemente por cima das calças, ao mesmo tempo que afagava com as mãos, disse-me "Espero agradar-lhe Senhor.. Diga-me quais os seus desejos hoje.."
Esboçou um sorriso ao ouvir-me rir suavemente, e disse-lhe "Quero que me dês prazer.. Como tu sabes que eu gosto que tu me dês.."
Agarrei-lhe nos braços pequenos e de pele branca firmemente e puxei-a para mim com a facilidade como um adulto pega numa criança ao colo, e enquanto me levantava elevando o corpo dela no ar, e ela, ao mesmo tempo enrolando na minha cintura as pernas e os braços à volta do meu pescoço ficando perfeitamente encaixados um no outro.
"Portáste-te bem hoje? Fizeste tudo o que eu te ordenei?"
Ela beijando-me o pescoço suavemente, passando com a lingua no lobolo e no exterior do meu ouvido respondeu num tom de voz ofegante "Sim Senhor, fiz tudo. Obedeço-te como a putinha que sou. Mereço a minha recompensa?"
desejos matinais #20
Deslizo uma pedra de gelo pelo teu corpo nu deitado ao meu lado.. Sirvo-me dele como tela em branco pronta para desenhar os meus desejos em ti.. Com traços de luxuria intensa descrevo pormenorizadamente linhas e curvas compostas de rastos de agua que a tua pele delicada absorve sequiosa.. Espelho em ti a força intensa do desejo que despertas em mim simplesmente por te ter ao meu lado entregue a mim..
sábado, 18 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Poema em linha reta
Poema em linha reta
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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